A vida, esta vida que inapelavelmente,pétala a pétala, vai desfolhando o tempo,
parece nestes meus dias ter parado no
bem-me-quer.
José Saramago
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças. Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é. Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de "passou". Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.Um bom poema é aquele
que nos dá a impressão
de que está lendo a gente,
e não agente a ele!
Mario Quintana
Tati Bernardi
Escrito por Leandro Henrique — um renomado escritor de porcaria nenhuma —, este blog, embora levemente exagerado, é baseado em experiências assustadoramente reais. Se você gostou, tuíte, curta e compartilhe com amigos. Se não gostou, proteste, xingue, mas não processe o autor (ele é uma delícia, sim, mas não faz disso o seu ganha-pão).
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A intenção deste Blog é revelar /desabafar alguns sentimentos, pensamentos e literaturas acumulados ao passar dos dias em minha jornada. Essas idéias podem ser reais ou não, e possuir codinomes pra preservar a identidade real dos personagens da minha própria memória. É interessante que o leitor, ao entrar na intimidade revelada pelo meu Blog, possa descobrir a experiência do que se lê, se sentindo identificado ou mesmo confuso, percebendo assim, que “os outros” podem ser mais semelhantes do que podemos imaginar, e que esse tipo de escrita, talvez, seja a forma mais autêntica de se abordar os sentimentos universais. Escrevendo, desafogando, e sobretudo, se sentindo bem em editar a nossa própria história.