Tentei.

é a quarta vez que abro a pagina de postagem e não consigo escrever nada. Não que eu não queira, é que simplesmente não consigo.
Hoje eu também tentei chorar e não consegui.

Tantas, tantas coisas...

Fatos.

Na verdade eu ando bem mais pra estrofe seguinte: "cansado de correr na direção contrária, sem pódio de chegada ou beijo de namorada, eu sou mais um cara".
Tem coisas na vida que você faz e insiste em fazer sem ter parado uma única vez pra tentar ver sentido nelas.
Até que um dia em você finalmente cansa, olha pros lados e vê que se parar, o mundo vai continuar exatamente igual, ou melhor!
Tem coisa mais bacana que você perceber que dá pra deixar pra trás um monte de peso e de gente que você insistiu em carregar a vida toda e que só fizeram te usar, como se fosse tua obrigação estar alí pra eles, sem que houvesse uma mínima recíproca??
Independente do vínculo que a vida tenha estabelecido entre você e essas pessoas, é sempre tempo de rever essas configurações.
É como quando você percebe que perdoar uma falta grave do outro, te deixa mais leve e mais feliz. E que fica mais fácil.
É quando você desiste de carregar pedras e se dá conta que as pedras não tinham valor, nem te ajudariam a pavimentar nada.
É uma sensação louca, mas muito interessante.
E fica mais interessante a cada dia em que a vida passa, você segue em frente e deixa o passado pra trás (que é o lugar dele).
Fica a dica: tentem.
Vale MUITO a pena.

Ah, o verão.

Ah, o verão. Dizem que é a estação da perdição. É porque é no verão que você faz tudo aquilo que vai contar para os seus netos, bisnetos e tataranetos um dia. Dormir de cueca, dormir de calcinha, é só no verão! Viajar pra montanha, pra cach...oeira, pro balneário. É só no verão...

É no verão que o amor florece, o amor à preguiça, o amor ao sol ou até mesmo o amor a uma sirigaita. Ou a uma duzia de sirigaitas, porque não?

É no verão que você se apaixona, se desapaixona, briga, desbriga, se queima, se enche de areia e de micose. É no verão que você faz regimes de faquir, come coisas (e pessoas) estranhas, bebe coisas mais estranhas ainda, e, estranhamente, vomita coisas que você não bebeu e nem comeu.

É no verão, rapaz, que você se depila, mostra a marca da sunga e da academia. É nesta época do ano que você dorme cedo, acorda tarde, dorme tarde, acorda cedo, não dorme, não acorda, trepa de mais, se proteje de menos. É no verão que a lei da física perde a vigência, e os corpos se atraem na razão diretamente proporcional ao tesão acumulado durante o inverno, e, não raro, ocupam o mesmo lugar no espaço, ao mesmo tempo.

É no verão, caro cliente, que você bebe, bebe e bebe. E depois bebe mais um pouco. É exatamente no verão, e só no verão, que você se lembra que veio no mundo a passeio, e mais nada. Você se joga, se afoga, se perde da turma, perde o caminho de casa, perde o fígado, a virgindade, o dinheiro, a saúde, a moral e a vergonha. E acorda com a marca do óculos de sol na cara.
Seja otimista rapaz, é verão. Vai contar o quê para o neto? Que ficou jogando dominó? Não! Vai contar que pulou da pedra, comeu churrasco, deu cambalhotas, pegou sapinho, essas coisas que a gente só faz no verão.

Ah, o verão. O verão é agora...

The Kill.

(...)
E se eu desmoronar
Se não pudesse mais aguentar
O que você faria?

E se eu quisesse lutar
Pelo resto da vida implorar
O que você faria?
(...)

(30 Seconds to Mars)

Bi - Polar. Otimo!

[...] e minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você…

C. F. A

Maktub [2]

Resenha.

=S

Confesso que não me senti bem em te ver naquela circunstância.
Fiquei mal, nada tão grave, só intenso.
Tanto tempo já se passou e a sua essencia não mudou.
É, confesso mais uma vez que amor só existe uma vez na vida.

É tão verdade.

A gente não se vê faz algum tempo, mãe . (...)
— E por quê ?
— Mãe - Eu comecei a falar. A voz tremia . — Mãe, é tudo tão difícil .

Caio F.

Avada Kedavra!

— Expelliarmus!
O estampido foi o de um tiro de canhão e as chamas douradas que jorram entre as duas, no centro absoluto do círculo que eles tinham descrito, marcaram o ponto em que os feitiços colidiram. Harry viu o jato verde da maldição de Voldemort ir de encontro ao seu próprio feitiço, viu a Varinha das Varinhas voar para o alto, escura contra o nascente, girar pelo céu encantado como a cabeça de Nagini, girar pelo ar em direção ao senhor que se recusava a matar e que viera, enfim, tomar legitimamente posse dela. E Harry, com a habilidade infalível de um apanhador, agarrou a varinha com a mão livre ao mesmo tempo que Voldemort caía para trás de braços abertos, as pupilas ofídicas dos olhos vermelhos virando para dentro. Tom Riddle bateu no chão com uma finalidade terrena, seu corpo fraco e encolhido, as mãos brancas vazias, o rosto de cobra apático e inconsciente.
Voldemort estava morto.


(Harry Potter e as Relíquias da Morte - A falha no Plano, pág. 578)

Mudo de assunto, gosto de azul.

Você também muda de assunto constantemente?
O azul no nome do título foi só pra disfarçar porque tipo, azul é minha cor preferida depois de verde no tom do meu time. Você viu a camisa nova do palmeiras que beleza? Comprei duas mais tem que sobrar dinheiro pro pãozinho que agora tão assaltando a gente com esse negocio de pesagem. Já nem gosto de balança mesmo, to meio fora de forma mas to fazendo uma dieta que minha tia que ta com câncer me indicou que é boa, pena que ela tem pouco tempo de vida, o câncer virou metástase e ela não ta nem mais dirigindo naquele carro novo igual da propaganda que é bi combustível, mas de bi já basta o carro porque meu vizinho revelou ontem pros pais que corta pros dois lados. E por falar em cortar pros dois lados eu lembrei da Dilma: será que ela ganha gente? Depois dessa vou indo pessoal porque to com sono, e já que hoje estava bem quente amanha pode até chover se o dólar aumentar, né? HAHA

Soluções Drásticas.

Cansado de alguém? Mata.
De bode da faculdade? Larga.
Comeu demais? Vomita.

HAHAHA :D

E você o que prefere?

Até onde podemos ir? Até o limite do suportável.
Um belo dia, depois de inúmeras repetições do mesmo erro, a gente desiste.
Com tristeza pela perda, mas com alegria pela descoberta, diz pra si mesmo: cheguei até aqui.
E, então, a vida muda.

(Martha Medeiros)

8 Estorias.

Depois de oito histórias assim poderia estar tranquila, mas sinto que alguma coisa em mim se transforma.

Giovana me liga ainda.
Laura nem pode me ver.
Pra Claudia eu dançava sozinha até que na pista
conheci a Sofia.
Com Luna só disse mentiras.
Pra Ruana mentia em Espanhol.
Pra Carmem inventei tanta história, nem sei se era Carmem me foge a memória.

Todas as moças são partes que encontrei em mim.
Riem, e sonham e querem um grande amor totalmente pra si.

E em todas procurava o futuro que nenhuma poderia me dar (...)

(Ana Carolina.)

Quando a Mulher é o Diabo.

(...) Mas eu não sei o motivo, não sei porquê ela fez isso comigo. Eu achava que ela me amava. Desde sempre. Mas quando começou a falar em filho, em trabalho melhor e em religião da terra, fiquei com medo. Muito medo. É isso que eu proporciono pra ela? Dinheiro, esperma, fé? Eu, hein. Fico aqui mesmo, deixa ela se foder do jeito que achar melhor. Sei que não tem outro na jogada, o lance é comigo. O problema sou eu. Mas ela é que é o inferno em pessoa. Colocava as botas, saia curtinha e vestido - tudo preto, tudo novo. Me dava um beijo de língua, me empurrava e falava pra fazer miojo na janta. Eu fazia. Esperava ela voltar enquanto o maço ia esvaziando. Nunca notei nada. Mas sei que a mulher é o diabo. E mais underground que a minha, impossível.

Retirado de: Finjo que acabei de chegar.

ps: aprendi a colocar bibliografia! :D

Anotações sobre um amor urbano.

Não diz nada, você não diz nada. Apenas olha pra mim, sorri. Quanto tempo dura? Faz pouco despencou uma estrela e fizemos, ao mesmo tempo e em silêncio, um pedido, dois pedidos. Pedi pra saber tocá-lo. Você não me conta seus desejos. Sorri com os olhos, com a mesma boca que mais tarde, um dia, depois daqui, poderá dizer: Não. Há uma espécie de heroísmo então quando estendo o braço, alongo as mãos, abro os dedos e brota. Toco. Perto da minha boca se entreabre lenta, úmida, cigarro, chiclete, conhaque, vermelho, os dentes se chocam, leve ruído, as línguas se misturam. Naufrago em tua boca, esqueço, mastigo tua saliva, afundo. Escuridão e umidade, calor rijo do teu corpo contra a minha coxa, calor rijo do meu corpo contra a tua coxa. Amanhã não sei, não sabemos.

Caio F. Abreu