O Troco.

Queria ser tantas coisas. Ser rico, bom de lábia, cinco centímetros mais pauz alto… Também gostaria de ter sangue frio para certas causas, principalmente as que você desiste depois que a cabeça esfria. Tipo se vingar de quem te fodeu.
Veja bem, não sou nenhum Mr. Vendeta. E acho que ninguém tem tempo pra isso. Mas já pensou que delícia seria se aquele chefe pilantra, aquele ex safado ou aquela amiga vigarista, recebesse o troco exatamente como você pensou?
Não falo de sangue, fratura exposta e morte (ou falo?). Digo em dar a mesma moeda para os que não tiveram pudor em passar por cima de você. Gentinha de lábia doce e alma cruel, que te mostrou que existe o lado negro da força.
No fundo, sabemos que a vida vai se encarregar dessa categoria. Mas se ela apressar as coisas para a gente poder saborear este momento, não seria nada ruim. Pois existem pratos que se comem frios, alguns mornos e outros quentes, beeem quentes.

PauLa Lasciva.

Alguma coisa se remexe desesperadamente no peito dela. A alma? Sua alma é perigosa, aventureira, laracroftiana. Conversa comigo de modo obsceno, no meu sexo (não confundir com coceirinha).
É da natureza da sua alma querer descruzar as pernas para deixar respirar o botão de rosa orvalhado, vulgo xoxota molhadinha, oferecendo um passeio turístico para os dedos mais aventureiros. Repito, ela é lasciva.

Eu Não Te Amo.


Quando você partir, não pense que vou tentar fazê-la ficar.
E talvez quando você voltar, eu terei saido para encontrar outro caminho.
Afinal, depois de todo esse tempo que me tomou, você ainda é essa inútil que eu nem conheço.
Então pegue suas luvas e vá embora.
É melhor ir embora enquanto você pode.

Quando você partir, você deveria ainda sim voltar para dizer: "Eu não te amo como amava ontem".
Às vezes eu choro tanto por implorar, tão doente e cansado dessa violência desnecessária, mas, meu amor, quando te derrubarem no chão e te jogarem pra fora, é lá que você deve ficar.
Afinal, depois de todo o sangue que me tomou, um dólar a mais é só outro golpe.
Então dê um jeito em seus olhos e levante-se, é melhor se levantar enquanto você pode.

(My Chemical Romance)

LEIAM!

O programa Fantástico do último domingo (18/09/2011), mostrou cenas de embrulhar o estômago, que aconteceram em diversas unidades de saúde do País.

Pacientes recebem medicações trocadas, crianças sofrem lesões graves, e mortes causadas por erros banais estão cada vez mais comuns, por conta da desatenção e má formação dos profissionais de enfermagem.

Por tal motivo, por favor senhores ENFERMEIROS e demais profissionais de Enfermagem, vamos agradecer ao FANTÁSTICO (que é um programa fantástico) por ter exposto a enfermagem como uma categoria sem valor, como se já não bastasse as 40 horas semanais, salários inferiores a todas as categorias da saúde de nível superior, gestores equivocados e péssimas condições de trabalho.

Só esqueceram de falar uma coisa: sem a enfermagem não existe reabilitação clínica.
Carregamos a saúde pública nas costas e ainda assim somos notícia apenas quando há erro? E alguém questionou os "porquês" desses erros?

Engraçado como o assunto sobre a "Luta Pelas 30 Horas Semanais" nem foi comentado, mas eleições obrigatórias, multas altíssimas se não votar e mensalidade de registro de classe quase impagáveis que não condizem com os proventos da categoria, esses sim nunca são esquecidos.

Ao Excelentíssimo Presidente do COFEN, o meu MUITO obrigado é recheado de sorrisos e motivações.


Divisão Nuclear.

Dividir não é fácil para uns (ou seria, fácil dar?). Viver a dois é sobretudo o exercício da tolerância. E como bem se sabe colega, tolerância é que nem bilau, tem de todo tipo e tamanho.
Tem aquele grupo cuja tolerância para com o ser humano é zero. Não faz questão de sorrir nem pra criancinha de bochecha rosa, e curte deixar isto bem claro. Mas por um motivo divino, são pessoas capazes de suportar tudo do ser amado. E quando se diz tudo, é tudo mesmo.
O outro lado da moeda é aquela gente amável com todo mundo, mas que vive aos trancos e barrancos com a paquera (até rasgando camisa em balada). Uma piscada errada vira o estopim pra uma guerra nuclear. Que por sua vez, vai servir pra apimentar o acordo de paz, selado na sessão de sexo (adoro!) horas depois.

Tem os que mesmo discordando não brigam nunca. Ganha quem falou primeiro e pronto. Outros, simplesmente largaram de mão. Vão viver a vida inteira destoantes, mas lado a lado. Tem ainda os tipo políticos, que acham que tudo tem que ser discutido e acordado, do paozinho à conta do bar.
Não existe fórmula ou segredo. O que existe é a vontade de querer que dê certo. Quando dois símbolos formam um só. E que a gente cai na real de que se relacionar não é olhar o lado do outro, ou convencer o outro a olhar o seu, mas sim quando os dois olham para frente, juntos.

Etiquetando no FB.

E daí que o calor ta de queimar la fora, o papo é o mesmo todo ano, bora falar de etiqueta no Facebook. Não que eu tenha moral para isso. Mas pelo menos meu filme não está como o seu, mais queimado que aquela pizza que você esqueceu no forno. Vamos a isso:
Taguear os outros na foto. Pra começar, acho uma falha do site permitir marcar foto sem o accept do publicado (TÁ, AMIGOS?). Na minha profissão isso é ilegal. Na vida real, merecia 10 chibatadas. E se a foto for ruim, perdia uma falange.
Segundo assunto, a erotização fotográfica. Foto de abdômen, de biquíni, ok! A gente sabe o poder da propaganda. Mas revelar demais não te deixa mais gostosa, só mais vulgar (o que pra alguns por aí, nem é problema).
Fazer Romeu & Julieta online. É tipo beijo de língua na fila do mcdonald's. Você diz, ah, olha quem quer, mas não é bem assim. Sem contar o fato de expor sua felicidade a todo tipo de gente. A inveja é uma merda? É, mas algum amigo devia ter te contado que a sua cafonice também. (Leu isso?)
Por fim, o botãozinho "cutucar". A regra é clara, cutucar não é bom na vida real, quiçá na virtual. Seja educado e direto quando conhecer alguém na web.
Bom, se você só tiver putaria e más intenções na cabeça, vale não ser tão direto assim...

PGD.

Você, alguma vez, ja se sentiu como se tudo o que fizesse , chamasse a atenção de todos? Ja se sentiu capaz de fazer um monte de coisas?

Ja sentiu uma coragem anormal, pra tomar certas atitudes e correr os riscos com o melhor sabor que eles têm?

Já se sentiu diante de um pote de doce bem caro, que todos querem, mas só você tem a colher certa?

Pois é... vez em quando, beeeeeem de vez em quando, isso acontece.

Verão. Hot.

Vai chegando o verão e todo mundo fica solto na vala. Tanta azaração acaba ocasionando a paixonite tropical, decorrente da união dos fatores + lugar paradisíaco + nada pra fazer + um bom corpo solto do lado do seu.

Os sintomas começam a se manifestar quando você passa a jurar que achou o amor da sua vida. E achar normal rolar na areia, trepar na cachoeira e ir viver numa cabana feita de bambu e folha de coqueiro.

Tudo piora com o retorno a civilização. Primeiro as juras de amor, depois as promessas de reencontro e por fim, o bêjo me liga. E a pessoa, bem… Nem beija e nem liga. E você realiza que romance Lagoa Azul só tem em filme. E dos anos 80.

Vide a amiga que estava em Santa Catarina jurando que tinha pescado um príncipe, com quem ia ter cinco filhos e uma casa com borboletário. De volta, descobriu que o tal príncipe não só tinha dona, como também cinco filhos certinho. E o borboletário? Vai perguntar pra ela que ela super te diz onde é que tá. Né, Gued's?

Se vale o consolo, toda paixonite tropical passa. Não tem conto de fada que resista a uma semana de realidade. No fim, sobram recordações (boas ou não) e a promessa de nunca mais acreditar nesse delírio… Ao menos, até o próximo verão.

Garganta Profunda.

Você diminuiu a balada, come arroz integral, corre no parque. Enfim, está na fase saudável. Logo, pensou que nunca mais ia por uma pílula na boca. Hã-ham! Um mês depois seu criado mudo lembrava uma bancada de UTI.

Daí que o dia começa com homeopatia. O doutor sugeriu e você, na fase zen, se jogou na medicina alternativa. Só de bolinha de açúcar são quatro vidrinhos (imagina o desequilíbrio da pessoa).

Depois são as vitaminas para aumentar a resistência. Quando se faz muito esporte o organismo tem um break down. Sabia não? Nem eu, que só fui descobrir isso depois de tirar litros de sangue e fazer exame até da alma.

Depois vem os suplementos. Afinal, o verão está aí, o Rio de Janeiro está aí e, veja só quem também está aí: a barriga de chope. Resumo? Mais duas pílulas do tamanho dum besouro pela manhã, a tarde e a noite.

Mas tudo bem, a gente toma tanta porcaria na vida (e nem me refiro a Fanta Uva, tá?) que a meu ver isso é fichinha. Fantástico mesmo é você chegar na roda e te chamarem de Glória Maria.

O Fora.

Quando comecei a escrever este blog, eu era um tanto quanto incapaz de chegar numa pessoa e deixar claro o meu interesse. Para não dizer totalmente incapaz, eu chegava junto, tão-somente, se a pessoa deixasse bem claro que também estava interessada. E até chegar nesse momento, acredite, precisava de muitos olhares, cruzadas de pernas e os mais variados sinais de interesse. Sim, eu era mole. Na boa, meu caro, naquelas circunstâncias, se a humanidade dependesse de mim para perpetuar a espécie, a humanidade estaria na fossa (artifício supimpa para não escrever a palavra “merda”).

De algum modo, no entanto, ao custo de muitos foras, comecei a aprender como funciona a mente humana. E o mais importante: descobri que tentar mudar minha maneira de ser não resolveria o problema. Foi então que decidi me envolver com pessoas que gostam do que eu gosto, ou que pelo menos aceitem ou procurem entender (sexo selvagem, oi?). Não adianta, afinal, querer ser o que você não é. Simplesmente não dá certo. E, felizmente, quando descobri essa verdade, a mágica se fez. E o macho dentro de mim despertou — ui.

Inexplicavelmente, depois da minha caminhada espiritual e a descoberta do meu eu interior (cof), algumas pessoas começaram a se interessar pelas minhas qualidades (potência, tamanho… hã?) e, de uma hora pra outra, me vi imerso num mundo de confusão e alta azaração. E o melhor: agora eu estava do lado certo da força. Ao invés de ser o amigo-irmão, eu era aquele que beijava.

Acontece que se a falta de sexo é um problema, o excesso também é. Afinal, eu até concordo que sou demasiadamente potente, mas tenho um limite (sim, eu faço auto-propaganda). E então descobri que precisaria fazer algo inédito: dar o fora. E logo eu, a vítima dos foras, virei o carrasco.

Mas como dar o fora? Afinal, por mais que já tenha sentido o gostinho amargo da auto-afirmação alheia, não acho necessário fazer o mesmo. É só uma questão de interesse, nada mais. Não necessito jogar a pessoa pra baixo. Se não estou interessado mais nela, não significa que ela não é boa o suficiente, ou que eu sou melhor. Mas como deixar isso claro? Bom, sei lá. Não sei. E por isso, sem amizade, sem nada, a pessoa sumiu.

Ei Leandro, cadê?

Tá, eu confesso: estou em falta com vocês, caros leitores. Não nego. Faz mesmo um tempão que eu, blogueiro preguiçoso que sou, não escrevo por aqui. É, aliás, bem verdade que isso deveria ser punido, até porque não cabe a justificativa de que eu estava muito ocupado, pois eu não estava. Mas, de todo modo, peço desculpas pela ausência.
E, por fim… Não, este blog não está abandonado (ainda que pareça estar). Ele só está, por ora, um pouco desatualizado. Mas por pouco tempo.

O Contrario do Amor.

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Eis um ultimo fato: Estou re-postando esse texto porque parece que as pessoas esqueceram de tal diferença.

Pessoa Água-Viva.

Conhece? É aquela que num primeiro momento você acha linda, transparente. Mas basta conviver e pronto, você descobre que é venenosíssima. E que na melhor das hipóteses vai te queimar.

Se você não catou a metáfora, me refiro aquele tipo de gente que muda de time conforme a maré, abrindo mão de regras e valores próprios e se adaptando as normas de moralidade da ocasião.

Curioso é que esse povo (de caráter beeem duvidoso) não tem a menor ciência da sua vulnerabilidade. No fundo são cercadas de uma fina camada de carência e insegurança, pronta para estourar.

Num mar de tubarão como Uberlândia é natural topar gente assim. Basta esperar, que a corrente se encarrega de levar este tipo para bem longe da gente. Depois você pede um expresso duplo, para tirar aquele gosto de maresia que ninguém merece, e pronto!
Passou.

Eis um ultimo fato: 3º Mensagem Subliminar do Dia.

Semana Tensa.

Existem semanas na vida da gente que podiam não existir. São aquelas que, resumindo bem a história, te obrigam a um Tramal por período, um no café, outro no almoço e outro no jantar. Sem brinqs.

Algumas pessoas têm o dom da oratória. Outras da simpatia. E eu, de sacar uma semana tensa antes dela acontecer.

A semana tensa pode estar relacionada a inúmeros fatores, independentes ao seu controle, claro. Uma visita, uma espera, uma notícia, uma resposta.

Na semana tensa a gente não lê livros, revistas, nem bula de remédio. Também não vai na academia, almoçar fora ou cortar o cabelo. O que a gente faz? Apaga incêndio, descasca batata e chupa muita manga.

Mas como vender coco você não vai, herdeiro você não é e loteria você não joga, resta esperar a semana passar. E se for competente ainda descola um massagista nota dez, que vai fazer toda essa tensão ter bem valido a pena. Fica a dica.

Perguntaram Pra Mim.

— Por que você não pode ficar sozinho, sem a Gued's?
— Eu posso, mas não quero. Não existe razão no mundo porque eu devesse ficar sem ela. Não existe nada mais importante do que o nosso relacionamento, nada. E nós curtimos estar juntos o tempo todo. Nós dois poderíamos sobreviver separados, mas pra quê? Eu não vou sacrificar o amor, o verdadeiro amor, por nenhuma piranha, nenhum amigo e nenhum negócio, porque no fim você acaba ficando sozinho à noite. Nenhum de nós quer isto, e não adianta encher a cama de transa, isso não funciona. Eu não quero ser um libertino. É como eu digo, eu já passei por tudo isso, e nada funciona melhor do que ter alguém que você ame te abraçando.